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lembro de ter visto um chapéu sem palhaço

  • Foto do escritor: Gi Marques
    Gi Marques
  • há 22 horas
  • 2 min de leitura

em novembro do ano passado eu lancei meu primeiro livro. escrevo desde que me conheço por gente - e isso aconteceu logo cedo. meus cadernos do início dos anos 2000 são cheios de sentimentos, dos anos 2010 cheios de histórias. tenho cadernos de todos os tempos, todos os anos, por todos os motivos e por todos os motivos que não têm.


mas publicar um livro é outra coisa. eu enviei o material bruto pra um edital, fui uma das 14 selecionadas entre centenas de livros, passei pelo processo de edição, revisão, distração, nova visão. mudou o nome do poema, o nome do abre, o nome do livro.


e, em novembro do ano passado, quando o livro chega como tem que chegar, ele chega completo.


com 15 anos de vida condensados em poeminhas e poemões. com uma extensa lista de pessoas que fizeram o objetivo do livro virarem o livro-objeto. e com a orelha escrita pela minha amiga, que por acaso foi minha professora de redação, danuza pessoa.


a danuza é a professora que sempre transbordou inspiração, competência, carisma. gente boa, pessoa da melhor qualidade. gosto de pensar que viramos amigas nas conversas no pé da mesa no final da aula e essas conversas continuaram acontecendo em diferentes mesas ao longo dos anos.


em novembro do ano passado, eu lancei um livro. que eu comecei a escrever quando comecei a viver. e que foi publicado, mas ainda tem história pra contar. com a danuza, a débora, a rose. com elas, que me ensinaram e me fizeram chorar de felicidade com suas chegadas. menos a débora, que eu costumo xingar quando vejo.


o meu livro, um eterno livro, o livro que nunca terminará apesar de poder ser publicado e republicado, começa com meus amigos do corinthians comprando poesia. com a minha cara de feliz de ter meu pai comigo nesse momento. com a minha mãe orgulhosa na porta falando pra todo mundo que a filha dela era quem tava lançando um livro. com o amor da minha vida dando conta das coisas. com minhas amigas, meus amigos, com o coração inteiro, felizes de me ver. felizes de me ler.


quando eu lancei meu primeiro livro, em novembro, eu já tinha entendido que não existe essa história de livro como artigo indefinido; livro não pode ter plural. o livro é sempre o. a gente quebra o livro em livros, a gente quebra o livro em diálogos, poemas, contos. o livro tá sempre sendo escrito.


é por isso que o palhaço até agora não apareceu.

 
 
 

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me encontre em todo lugar no mesmo endereço digital sempre lembrando que quando o assunto é palavra eu sou de exagerar @gikosfera

escrevendo e amando 

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